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Eventos funcionam como deflagradores para a revisão das infraestruturas urbanas

18.08.2010

Para Thomaz Assumpção, da Urban System, que abriu o Seminário Internacional de Arquitetura Esportiva da AsBEA, a Copa 2014, a Olímpiada 2016, e os eventos paralelos motivam a ampla revisão da nossa estrutura urbana, marcada por uma defsagem de cerca de vinte anos

"Os eventos que teremos em 2014 e 2016 são motivadores e deflagradores, com prazo limitado, para rever todas as estruturas e as infraestruturas urbanas, a respeito das quais o País ficou um pouco acomodado nos últimos 20 anos."

A opinião é do urbanista Thomaz Assumpção, da Urban System, que abriu o 1o Seminário Internacional de Arquitetura Esportiva, promovido pela AsBEA, com o apoio institucional AsBEA.

Jabbour, Thomaz e Edo respondem às perguntas da platéia.

Segundo Thomaz, vai ser necessário, além das questões da Copa, que são exigências da Fifa, "que se pense em legados positivos, preenchendo gaps que essas doze cidades têm, a partir de uma demanda latente que não tem produto. Estão faltando armazens alfandegados, estão faltando universidades, estão faltando um monte de coisas que independem de copa, mas o Mundial é agora o grande mote para isso", complementa.

A Urban System é uma empresa especializada em análise de dados demográficos em mapas digitais para dimensionamento de tendências em mercados e cidades. O tema abordado por Thomaz foi "Megaeventos: oportunidades e desafios para uma renovação urbana".

Edgar Jabbour, que, entre outras experiências, atuou em auditoria, consultoria empresarial e corporate finance, analisou a questão do ponto de vista das oportunidades para as subsedes da Copa 2014.

"Desde 2006 que estamos olhando o Brasil na perspectiva da Copa de 2014.. E agora mais recentemente com a perspectiva também da Olimpíada 2016. Então todos os eventos esportivos que vão acontecer do mês que vem em diante - Olimpíada Militar, a Copa das Confederações - todos eles motivam outros movimentos nessa direção", concorda.

O evento, que aconteceu no final da tarde desta quarta-feira, 18/8,no Centro Brasileiro Britânico, em Pinheiros, São Paulo, foi encerrado pela arquiteto Edo Rocha, vice-presidente comercial da AsBEA, que abriu sua palestra falando sobre o Projeto de Internacionalização da Arquitetura Brasileira, que a entidade desenvolve em parceria com a Apex-Brasil.

Edo Rocha lembrou que a AsBEA foi fundada com o intituito de internacionalizar a arquitetura do País. O arquiteto falou também sobre os estádios que estão sendo construídos ou reformados nas cidades-sede da Copa, lamentando que arquitetos estrangeiras estejam projetando as obras do Mundial no ''país do futebol''.


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